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Pontão

Pontão - Costa da Caparica (Foto: Fabrício Francelino) Tínhamos muito a falar um com outro, mas, para aquele encontro, bastava-nos o silêncio, ou, na falta deste, palavras tolas jogadas ao vento que, emudecidas pelo estrondo das ondas nas rochas, faziam-nos rir descontraidamente, enquanto o sol conspícuo punha-se no horizonte estendido à nossa frente, embalado pela  serenidade daquele fim tarde estival. Perante o ocaso um acaso de mar vez ou outra respingava em nós. Trazia-nos lembranças que o vento espalhava sobre a areia da praia, e vinha a onda e levava-as, e lavava-nos do tempo perdido em si a saudade atada com nós. Fitei-a nos olhos por um instante eterno e depois ele com fitas de fitar balões. E fomos, lentamente, desaparecendo na neblina que envolvia-nos, enquanto a noite fria e serena cobria sombria o mar da nossa distância.  Depois, muito depois de muitos preamares, já não os via mais, nem as sombras, nem as silhuetas, e nem as rochas submersas sob nossos pés. Via apenas a ine

Ataraxia

Reticente

Três Tons

Ornatos

Sorte

Entretanto

Perpetuação

Engelhado

Desamar

Fragmentado

Anjo

Entre a Luz e a Escuridão