Desalento

Foto: Lara Zankoul

Se agora do tempo, o desalento traz-me saudade, seja então o intento, com sua força sem vontade, sob o pretexto de inverdades, a cura da minha sanidade.
Seja o que sou apenas a parte de fora de mim e o lugar onde estou, no tempo guardado para uma hora qualquer desprendida de ser e sem começo e sem fim, o recôndito da outra parte improvável e inconjugável do eu não existir.
Que eu viva esse inverso de versos impróprios, nesse universo diverso de nada e atulhado de tudo. E do lado de lá que se apaguem as luzes que iluminam o sol distante do céu das minhas estrelas do mar. E no descompasso dos meus passos faustos nas nuvens, eu encontre o caminho que me leve até você.

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