Sonhar, sonhar, sonhar...

Ela passava os dias à sonhar, sonhar, sonhar…

E o tempo à passar tão depressa, tão depressa, que os sonhos não conseguiam acompanhar.

Tinha dias cheios de nada, vazios de tudo, ocupados com insignificâncias necessárias. Logo, não lhe sobrava tempo que bastasse para os sonhos, não lhe restava sonhos que resistissem ao flagelo temporal.

E nos léxicos das palavras mal entendidas desvanecia-se em devaneios e sordidez abstrata.