O primeiro dia

Naquela noite não havia estrelas no céu, nem mesmo céu havia ainda. Tudo estava absolutamente escuro como o interior de olhos fechados. O nada preenchia todos os espaços, de dentro e fora. E em um último amplexo àquele negrume, pude sentir o calor fumegante de centelhas de luz surgirem entre nós como uma explosão cósmica. E houve luz. A luz preencheu os vazios cheios de nada e cobriu nossos corpos mortificados pelas trevas. E era boa a luz. E afogamos nela.

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